Influenciadores digitais reagem nas redes à reportagem do Fantástico sobre o ‘Jogo do Aviãozinho’

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O Fantástico deste domingo (17) começou sua edição com uma reportagem sobre o Crash, conhecido como “Jogo do Aviãozinho”, um dos principais da plataforma Blaze, que vem sendo investigada pela polícia de São Paulo por suspeita de estelionato, após apostadores denunciarem que prêmios mais altos não eram pagos.

O que é o ‘Jogo do Aviãozinho’?

Como outros jogos de azar, o Crash é ilegal no Brasil, mas a empresa não tem sede ou representantes legais aqui no Brasil, dificultando as investigações. Neste jogo, uma tela mostra um avião iniciando o voo e o apostador decide a hora de interrompê-lo, enquanto o valor da premiação vai aumentando. Se a palavra “crashed” surgir, a aposta está perdida.

Quem são os influenciadores investigados?

Uma questão abordada pela reportagem foi a participação de influenciadores digitais na divulgação do jogo, entre eles Viih Tube, Juju Ferrari e Jon Vlogs. Os três responderam a reportagem do Fantástico, dizendo que não têm mais contrato de divulgação com a Blaze (Viih Tube e Juju Ferrari), enquanto a assessoria de Jon Vlogs informou que ele “tem contrato com a Blaze desde 2021 e que a relação é exclusivamente de influenciador, não havendo participação acionária”.

Antes mesmo de o programa ir ao ar, alguns influenciadores se manifestaram nas redes sociais. Jon Vlogs postou em seus stories vídeos gravados em Las Vegas, explicando o funcionamento dos cassinos online e justificando: “Gente, todo mundo sabe o que é um cassino. Vamos ser sinceros? Esse aqui (onde está) só está funcionando porque está ganhando dinheiro. Alguns ganham dinheiro, outros perdem. Uns saíram tristes, outros felizes e por aí vai. Mas deixa eu trocar uma ideia sobre cassino online com vocês. Todo cassino online é igual, a licença é igual, tem uma legislação para isso. E dentro disso, temos as provedoras, que são os jogos que vocês jogam. O que muda são as portas de entradas, os sites em que vocês entram para jogar.”

Após a exibição da reportagem, Vlogs postou mais stories sobre sua atividade de influenciador relacionado à Blaze: “Na Blaze eu sou um influencer como todos os outros aí. Os caras da Blaze me pagam, eu faço o meu serviço: story, live, post no feed. Eu tenho o meu valor por isso. E também fui um cara esperto que montou uma agência e trouxe um monte de influencer que forraram muito (ganharam dinheiro) e agora dizem que ‘não, não sei o quê’. Todos eles ganharam muito dinheiro e estão querendo se afastar. Mas a verdade é que cassinos são todos iguais”.

Durante a tarde, o influenciador Carlinhos Maia também postou um vídeo falando sobre seu trabalho de influencer para a plataforma de apostas online. “Pra você que tá em casa: se você não tem cabeça, não jogue! Se você não consegue se controlar na cachaça, não beba! O mundo, as pessoas, sempre vão estar influenciando você pra alguma coisa. Se eu disser: ‘pule do penhasco’, você vai pular porque eu tô dizendo a você? Não! Vai dizer, ‘ah me influenciou’. Eu não jogo. Eu divulgo, mas não jogo’.

Os advogados contratados pela Blaze alegam que a empresa tem sede em Curaçao e que, então, a atividade dela não configura infração penal mesmo que os apostadores sejam brasileiros.



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