Gypsy Rose deixa prisão nos EUA após oito anos; relembre caso

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A historia das Blanchard inicialmente soava como um esquema de fraudes, mas se transformou, na verdade, em um caso de abuso. Ao longo de quase toda a infância e adolescência de Gypsy, sua mãe Clauddine “Dee Dee” Blanchard falsificou laudos médicos e, deu remédios à filha, para parecer que a jovem tinha enfermidades como leucemia, distrofia muscular e outras doenças graves. Quando soube que tudo se tratava de mentira e manipulação, Gypsy Rose Blanchar persuadiu seu namorado a assassinar a mulher. A libertação antecipada dela ocorreu nesta quinta-feira, após 8 anos de cárcere.

Em 2016, Gypsy Rose Blanchard foi condenada a 10 anos de prisão pelo assassinato de sua mãe Clauddine “Dee Dee” Blanchard. O caso ganhou destaque um ano antes, após matar a mãe, Gypsy postou sobre o feito no Facebook, o que levou a polícia a procurar o corpo dentro da casa no Missouri. A jovem, com 23 anos na época, foi encontrada próxima ao local do crime junto com seu namorado Nick Godejohn; eles foram presos e Gypsy se declarou culpada por assassinato de segundo grau.

Dee Dee e Gypsy — Foto: Reprodução
Dee Dee e Gypsy — Foto: Reprodução

No tribunal, a defesa de Gypsy argumentou que ela foi submetida à síndrome de Munchausen — uma forma incomum de abuso em que um cuidador exagera ou induz deliberadamente doenças em uma criança para obter atenção e simpatia. Era justamente o caso de sua mãe, Dee Dee.

“Ninguém jamais me ouvirá dizer que estou feliz por ela estar morta ou que estou orgulhosa do que fiz. Me arrependo todos os dias”, disse Gypsy à Revista People.

Gypsy Rose deve ganhar liberdade condicional — Foto: Reprodução / Investigação Discovery
Gypsy Rose deve ganhar liberdade condicional — Foto: Reprodução / Investigação Discovery

Quando ela tinha 7 anos, sua mãe alegou falsamente que a menina sofria de inúmeras doenças. Uma delas era a distrofia muscular, que, segundo Dee Dee, exigia que Gypsy usasse uma cadeira de rodas, embora a menina conseguisse andar sem problemas.

Em seguida vieram tubos de alimentação dolorosos e desnecessários e a alegação de que Gypsy tinha leucemia, razão pela qual Dee Dee raspou a cabeça de Gypsy. Dee Dee enganou amigos e familiares, os fez acreditar que as doenças eram reais e enganou os médicos para que as diagnosticassem e tratassem.

Após matar a mãe, Gypsy alegou que sofria abuso mental e físico, e que estava seria submetida a outra cirurgia desnecessária.

Toda a história do crime e também o que o motivou era tão inacreditável que parecia roteiro de ficção. Os eventos mais tarde inspiraram a minissérie “The Act” de 2019 da Hulu, estrelada por Joey King como Gypsy Blanchard e Patricia Arquette como Dee Dee, que acabou ganhando um Emmy e um Globo de Ouro.

Patricia Arquette interpretou a mãe de Gypsy Rose na série The Act — Foto: Divulgação
Patricia Arquette interpretou a mãe de Gypsy Rose na série The Act — Foto: Divulgação



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