Família da menina Hadassa, desaparecida em Nova Iguaçu, faz protesto na porta de delegacia; suspeito é primo da mãe

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A prisão de um suspeito pelo desaparecimento de Kemilly Hadassa Silva, de 4 anos, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, reuniu parentes e vizinhos na porta da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), neste domingo. O homem chegou ao local às 17h, com as mãos para trás, acompanhado por policiais civis. Segundo a família da vítima, ele é primo de segundo grau de Suellen Silva Roque, mãe de Hadassa. No fim da tarde, cerca de 50 pessoas protestavam na unidade policial.

Suellen tenta conter o nervosismo, enquanto é amparada por parentes.

— Ela era pequenininha. Tinha 4 anos, mas usa roupa de dois. Minha filha é uma patricinha pobre, que gostava de batom. Foi esse desgraçado (que sumiu com Hadassa) — diz Suellen, aos prantos, na porta da delegacia. — Só espero que ele confesse. Quando a multidão perguntou “cadê o corpo?”, ele disse que ia falar.

A menina desapareceu na madrugada de sexta para sábado. Na ocasião, Suellen saiu às 23h, para ir numa festa, em uma praça próxima, e, ao retornar para casa, às 5h, já não encontrou a filha, que deixou em casa, dormindo, ao lado dos irmãos.

O padrinho da menina, Marcos Vinícius Ferreira dos Santos, revela que o suspeito é primo de Suellen, mãe de Hadassa, o que poderia ter facilitado a captura da menina.

— Minha afilhada não sai de casa, nem tem costume de acordar e sair. Se acordasse, chamaria os tios, que moram no mesmo quintal. Só um conhecido a pegaria e ela não falaria nada. — conta Marcos, que chora ao dizer que está em desespero e “perdendo as esperanças” de encontrá-la viva.

Marcos Vinicius lembra ainda que parentes e amigos ajudaram nas buscas por Hadassa neste fim de semana, pela vizinhança da comunidade Beira Rio, no distrito de Cabuçú, em Nova Iguaçu. Segundo ele, o suspeito “sempre acessou o quintal” e era “de confiança”, mas seu nome foi citado pelos vizinhos durante as buscas.

— Nas buscas, a todo momento surgia o nome dele. Que ele foi à casa da minha comadre (Suellen), que ele perguntou por ela, que mandou a irmã dela trancar a porta… quando chamávamos ele para fazer as buscas com a gente, ele nunca queria, fazia confusão. Ele mandava para Hospital, IML, para todo lugar, menos na casa dele. Hoje, quando a gente entrou, encontramos sangue, a roupa dela queimada e nesta madrugada ele saiu de casa, não parou a madrugada inteira — lembra Marcos, que diz que, para não ser linchado, o suspeito teria confessado o sequestro da menina

Suelen confessa que já ajudou a salvar a vida do primo, preso três vezes por roubo.

— Uma vez os caras foram matar ele e eu entrei na frente. Eu abracei ele e escondi na minha casa, podem perguntar a todo mundo. Eu gostava dele, tinha medo dos outros fazerem covardia com ele.

Na manhã de domingo, a PM foi acionada para a comunidade Beira Rio após receber uma denúncia de que o homem havia sido agredido por moradores da região. Um grupo invadiu a casa do suspeito e o agrediu com socos. Os agentes interromperam as agressões e interditaram o imóvel para a realização da perícia. Segundo policiais, a residência estava com marcas de sangue.

Moradores de Beira Rio, em Nova Iguaçu, agridem suspeito de levar Hadassa, de 4 anos

Moradores de Beira Rio, em Nova Iguaçu, agridem suspeito de levar Hadassa, de 4 anos

Moradores de Beira Rio, em Nova Iguaçu, agridem suspeito de levar Hadassa, de 4 anos

A investigação está em andamento no Setor de Descoberta de Paradeiros da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Um homem foi contido por populares e encaminhado por policiais militares à 56ª DP (Comendador Soares). Ele será ouvido na DHBF, bem como testemunhas. Os agentes estão realizando diligências, desde sábado (09/12), para localizar a criança e esclarecer todos os fatos.



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